domingo, 25 de junho de 2017

EVENTO - SÉRIE É COISA SÉRIA: LITERARIEDADES NARRATIVAS CONTEMPORÂNEAS - EM AGOSTO NA FEUC - COORDENAÇÃO DO CURSO DE LETRAS FIC/RJ



SÉRIE É COISA SÉRIA: 
LITERARIEDADES NARRATIVAS CONTEMPORÂNEAS

Idealização e Coordenação:
Prof. Me. Erivelto Reis (FIC/RJ)


APRESENTAÇÃO

As inscrições para ouvinte poderão ser feitas na própria FEUC entre 01 e 13 de agosto com monitores específicos identificados no pátio das FIC/RJ.

Esse evento, que nos bastidores já está sendo chamado de "Semana Netflix", tem como objetivo geral discutir a literariedade (presença/ausência de) nas narrativas contemporâneas no gênero série. É uma atividade desenvolvida sob a Coordenação do Curso de Letras das FIC/RJ, através do Núcleo de Estudos da Linguagem Poeta Primitivo Paes das FIC/RJ, idealizada e coordenada pelo prof. Me. Erivelto Reis.
Será possível apresentar trabalhos (bâneres)  sobre sua série favorita (alunos do CAEL e das Faculdades Integradas Campo-Grandenses (FIC/RJ) - qualquer que seja o Curso - grupos de até 5 componentes), e participar, como ouvinte, das dez atividades (palestras e/ou mesas-redondas), proferidas por professores (as) da Instituição e/ou convidados (as), envolvendo algumas das séries mais populares na atualidade:

  1. Dr. House -  Já Confirmada
  2. Breaking Bad - Já Confirmada
  3. Strangers Things 
  4. Better Call to Saul - Já confirmada
  5. 13 Reasons Why  - Já confirmada
  6. Black Mirror  - Já confirmada
  7. Big Bang Theory
  8. Grey's Anatomy - Já confirmada
  9. Monk  - Já confirmada
  10. Orange is the New Black
NOTA: PODERÁ HAVER SUBSTITUIÇÃO E/OU ACRÉSCIMO DE TÍTULOS CONFORME DEMANDA DO EVENTO. A PROGRAMAÇÃO DEFINITIVA SERÁ DIVULGADA ATÉ 05 DE AGOSTO.

 Os eixos de orientação e produção dos temas são os seguintes para as apresentações de bâner e para as apresentações dos palestrantes :

  1. Intertextualidades narrativas;
  2. Processos de adaptação entre os gêneros;
  3. Similaridades e disparidades entre os enredos;
  4. Análise dos processos de configuração de narrativas;
  5. Estudo das Personagens / dos enredos;
  6. Interações entre as linguagens;
  7. Desconstrução/Reiteração dos Cânones.
  8. Processos de articulação cultural (traduções/adaptações)
A justificativa para este evento é a consideração a respeito do alcance que as séries têm tido entre o público brasileiro - em todas as classes sociais, não sendo em menor escala quando se trata de estudantes do Ensino Médio e do Ensino Superior. 
Os eixos propostos pretendem problematizar e nortear a produção das pesquisas e/ou orientar a transposição da linguagem entre os gêneros e/ou do estado de fruição de quem (para quem) curte, assiste, se emociona, reflete sobre o que assiste nas séries e as possibilidades analíticas, críticas e interacionais dos profissionais da Letras e dos (das) fãs mais apaixonados (as) entusiasmados (as) e atentos (as).
A hipótese que motivou a produção do evento é a de que os recursos analíticos e teóricos usualmente aproximadas das leituras culturais, estruturais, críticas e analíticas das Literaturas e das Linguagens podem ser ferramentas para a leitura e análise de um gênero cada vez mais popular como as Séries. E sua potencial utilização no aprimoramento das técnicas e dos diálogos de formação e de interatividade entre os mais diferentes gêneros tanto no Ensino Médio quanto no Ensino Superior, qualquer que seja a área de formação dos profissionais.


PRODUÇÃO DE BÂNER /PÔSTER


NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE PÔSTER
VALE 15h de atividade complementar

Tamanho do pôster: 90 cm de largura e 1,10m de altura. (90cmX110cm)
Cada bâner/pôster. deverá ter, 01 autor e,no máximo, quatro co-autores.
No mínimo, um dos autores do trabalho deverá permanecer junto ao bânner/pôster, durante o tempo reservado à sessão (apresentação) de bânner/pôster.
É proibida a apresentação
· por terceiros (não especificados no resumo do trabalho), de forma oral ou por performances;
· de trabalhos impressos em folhas de sulfite soltas, sem características de um pôster;
· com aparelhos e instrumentos sonoros que interfiram na comunicação dos demais autores da sessão;e
· de bâner/pôster feito à mão.
Tamanho do pôster: 90 cm de largura e 1,10m de altura. (90cmX110cm)
No pôster, deve constar:
a) TÍTULO DO TRABALHO, em letras maiúsculas, centralizado e em negrito;
b) Nome(s) do(s) Autor(es) ;
c) Nome do Professor Orientador;
d) Nome da Instituição ;
e) Cidade/Estado ;
f) Endereço eletrônico, ;
g) Introdução;
h) Desenvolvimento;
i) Metodologia,;
j) Resultados;
k) Conclusão.
l) Bibliografia
10) Usar fonte (letras) simples e com tamanho que permita a leitura rápida e a dois metros de distância.
Para cada trabalho será reservado um painel para fixação, ficando a cargo do autor a colocação e retirado do pôster.
Fixação do pôster com fita crepe: os autores deverão levar a fita necessária ( lembrando que o pôster não pode ser muito pesado).
ATENÇÃO
Os pôsteres que não atenderem a essas especificações não serão aceitos.
Critérios utilizados pelo Avaliador Responsável (Bâner/Pôster)
APRESENTAÇÃO
1.ASPECTO GERAL DO PÔSTER:
O Conteúdo relaciona-se com o assunto do trabalho?
Disposição do Conteúdo: está bem distribuído, em uma sequência lógica, com gráficos e fotos de acordo com o texto? Muito longo ou redundante
2. O PÔSTER É AUTO-EXPLICATIVO? 
Lendo-o, tem-se a compreensão do que se trata, do conteúdo e dos resultados?
É sucinto, claro e compreensível?
3. ESTÉTICA: 
Qualidade visual do pôster
Está bem produzido?
As informações estão alinhadas corretamente?
Identificam o objetivo do texto?
4. APRESENTAÇÃO ORAL 
Os discentes apresentaram corretamente o trabalho?
Responderam adequadamente a eventuais questionamentos?
Acrescentaram informações relevantes a partir do material exposto?
Demonstraram uma preocupação com o dado artístico da obra?
5. REVISÃO 
Há problemas de revisão no trabalho?
Comprometem o entendimento da pesquisa?
Os erros ortográficos e de concordância são acidentais?
O estilo de redação é direto, claro e objetivo?
A sequência de raciocínio utilizado é lógica e faz sentido?
6. MÉTODOS 
A pesquisa bibliográfica foi feita em fonte de dados confiável?
O Poema reproduzido é adequado à proposta do banner?
Desenvolvimento científico do trabalho: foi realizado dentro do método acadêmico?
É possível supor que haja aplicação prática da pesquisa realizada?
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O trabalho pode ser considerado agradável e importante?
8. OBSERVAÇÕES: (A CRITÉRIO DO AVALIADOR)


e-mails com resumo dos bâneres/pôsteres (até 05 de agosto de 2017).

feucnel@gmail.com
Assunto: bâner+o título da série.

RESUMOS de 100 ATÉ 200 PALAVRAS
AUTOR
E NOMES DOS COAUTORES
APRESENTANDO A SÉRIE E O EIXO DO TRABALHO CONFORME DESCRITO ACIMA.
Os bâneres ficarão expostos no pátio da FEUC durante toda a semana do evento.

INVESTIMENTO

As inscrições para ouvinte poderão ser feitas na própria FEUC entre 01 e 13 de agosto com monitores específicos identificados no pátio das FIC/RJ.

INSCRIÇÕES DE OUVINTES

Valor: R$ 15,00 - aluno das FIC e comunidade (todos os dias do evento), com certificado de ouvinte. Validando 25 horas de atividade complementar.

INSCRIÇÃO DE BÂNER:

Valor: R$ 5,00 por grupo (Com certificado da exposição) (Pago ao monitor do evento no pátio das FIC até uma semana antes do evento).
Validando 15 horas de atividade complementar.

CAMISA COM A LOGOMARCA DO EVENTO:
Encomendas até dia 10/8 com pagamento antecipado.
R$ 30,00 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Aluna Alessandra Mazeliah, do Curso de Letras Port./Esp., noite das FIC/RJ, apresenta três belos poemas de sua lavra






Sou um estrangeiro no mundo
Alessandra Mazeliah

A vida me fez assim, Habitante de um mundo que é só meu Seria indiferença não fingir sentimentos que não possuo? Porque chorar ou sorrir? Somente porque outros o fazem? Se não quero, não faço! Me condenarão por isso, Mas estou tranquilo Seguirei meu caminho, No final vejo no que dará. Mas não me julgue, Possuo sentimentos, Porém a vida me blindou de uma forma que não consigo demonstrar. Quem já não chorou ou sorriu sem querer? E, se não seguir os padrões da sociedade é ser indiferente, Então o sou! Sou um estrangeiro no mundo,


Por que?
Alessandra Mazeliah

Quando aqui cheguei Meu primeiro contato com o mundo Foi um chão duro, Meu primeiro aconchego Foi o calor de uma sacola plástica, Isso foi tão ruim... Abri meus pulmões e chorei, Era a única coisa que sabia fazer naquele momento Passou um tempo... Até que senti mãos trêmulas a me segurar E lágrimas caindo sobre mim. É você mamãe, Por que me deu esse susto? Pensei que me deixaria aqui. Mas, não era você... Você se foi sem ao menos teu rosto eu conhecer, Como eu queria te conhecer... Mas aquelas mãos trêmulas Me deram a chance de sentir-me amada. Recordo que passei alguns dias em uma casa com pessoas vestidas de branco, Elas pareciam se importar, Mas não me levavam com elas... Hoje estou em outro lugar, Ouvi dizer que talvez poderei ter uma família Só não posso crescer muito rápido, Eles não costumam levar os grandes Mas não desistirei, Sou guerreira Lutarei até o fim. Mas só gostaria de saber, Por que fez isso mamãe?


Ah, se eu pudesse...
Alessandra Mazeliah

Quando olho para você Meus pensamentos me levam para longe, Mas logo os faço retornar E enxergar a realidade Que não posso ter você. Então me pergunto: Porque te olhar? Porque te desejar, como te desejo? O que preciso é te arrancar do meu peito! Ah, se eu pudesse... Te arrancaria do meu peito, Com carinho, mas te arrancaria! Porque tem que ser assim? Querer-te como te quero E nem ao menos teus abraços conseguir Ah, seu eu pudesse ter você ao meu lado... Mas um dia te esqueço, Vou viver, sair pelas ruas Conhecer gente nova, Conquistar meu espaço, Vou ser feliz! Ah, se eu pudesse...



Thaís Zamba, aluna de Literatura no turno da noite do Curso de Letras das FIC/RJ, escreve um belo poema:

Mira
Thaís Zamba

Ontem fui atingida
Por um poema, na cabeça:
Entre lamúria e tristeza,
entre mente e coração
Ele se alojou
pertinho da boca,
Essa parte dormente
que peca e nem sente
essas graças de amor
Um verso abriu minha cabeça
Me partiu em duas, três, vinte, dez mil
Aqui está, quietinho
Aninhado em sangue e vinho
Gritando sozinho os silêncios
que se derretem até serem meus
Até virar eu, um eu mais bonito
Tirar do silêncio grito
Erguido, engatilhado
Pronto a disparar.

terça-feira, 20 de junho de 2017

RESULTADO DO EDITAL 006 DO SUBPROJETO PIBID/FIC P.A.A.


SEJAM BEM VINDOS (AS)! POR FAVOR, NÃO FALTEM. TODOS (AS) DEVEM COMPARECER. HAVERÁ ATA DE COMPARECIMENTO. CONFIRMEM RECEBIMENTO DO RESULTADO E ENTENDIMENTO DA MENSAGEM. Att.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

KARINA ALMEIDA DO 1º PERÍODO MANHÃ DO CURSO DE LETRAS/INGLÊS DAS FIC/RJ ESCREVE UM BELO TEXTO SOBRE O SILÊNCIO

Karina Almeida: 1º período do Curso de Letras da FEUC Manhã
Silêncio
Karina Almeida

Era agosto, não me pergunte qual dia, evito saber quando começa, torço logo para que chegue ao fim.
Quanto silencio cabe numa vida?
Eu me vestia de silêncio enquanto mecanicamente continuava. Não sei se vou, se fico. Um desespero dolorido, calado como todos outros desesperos de agosto.
Era fechar os meus olhos pra lembrar da mão na minha boca silenciando meu grito por causa de um monstro que me tocava. Era o silêncio do medo que hoje me faz duvidar da minha própria memória. Será que eu estou ficando louca? Todas aquelas lembranças nojentas de quem tentou roubar minha inocência aos 7 anos de idade... me lembro de perguntar em silêncio onde estava tudo mundo que não o impediu? O choro dentro do banheiro esperando que alguém chegasse. Alguma falsa sensação de que eu não estivesse sozinha.
Será que ninguém nunca se perguntou porque sempre me isolei? Nunca quis ninguém do meu lado?
Porque a minhas coisas estavam numa bolsa e de repente eu não estava mais na minha casa? Eu nunca voltei.
Ninguém nunca me perguntou se eu queria ir...

Eu nunca pude dizer que aquela carta não era minha, os gritos e ofensas calavam minha voz. Você nem me permitiu chorar.
Nunca tive chance de chorar quando podia, era preciso esperar pelo silêncio de todos dormindo. Era preciso esperar o escuro, a noite, pra deixar as minhas lágrimas falassem por mim.
Para que servia aquela água que você me mandou banhar e não me secar? E aquelas velas acesas escondidas pelos cantos da casa, nos lugares altos onde eu não podia alcançar. Pra que serviam?
Porque aquele homem pediu a camisa do meu pai e pôs junto com as outras coisas no chão da sala? Eu tive tanto medo. Porque o cheiro entranho? porque as oferendas?
Porque meu pai nunca voltou?
Porque o sangue na sua testa?
Porque eu tive que ver todas essas coisas? E tantas outras que não me deixam em paz?
Porque eu nunca pude me despedir? Eu fui a única a não poder dizer nada...
Fui a única aos 4 anos que deitei no teu peito e não ouvi nada... Ainda acho que a culpa é do médico, vô.

Eu me vestia de silêncio, de medo, de dor. Nunca tive a liberdade da palavra. Só dizia o que podia ser dito. Nunca protestei, se eu protestasse era um castigo. Aceitava o que me era destinado, uma renúncia gritava no peito. Me sentia sem poder respirar.
De todas as pessoas que mais amei na vida, recebi mentiras, silêncio, rejeição e gritos. Despedidas caladas, nem uma palavra.

É a dor de agosto que dilacera meu peito, um grito abafado pelo meu silêncio imposto!
O que eu faço? Se nem direito a verdade eu tenho? A quem peço a permissão ao grito?
É como se eu só tivesse uma estrada a minha frente e vontade nenhuma de caminhar. Estrada essa que nem é minha. 
A vida, as coisas, vão me empurrando, me obrigando a ir. Eles riem de mim.
Eu dizia tudo isso a Mariana, ela era a única que me escutava e consolava, mas tinha dias que ela também não me dizia nada. Ficava no canto escuro do quarto, quase não posso ver seu rosto, só ouço sua respiração desajustada, como quem se esforça pra continuar. 
Mariana... Meu nome que foi usurpado de mim, me tirado depois de dias de vida. Será que eu teria o mesmo destino se continuasse a ser ela?
Eu gritei por socorro, me respondeu o silêncio dizendo onde era o meu lugar, embora eu nunca tenha saído dele.
Me sinto tão confusa quanto essas palavras, me sinto até indigna delas.
Meu Deus, vem e me diz o que faço? falta tão pouco tempo...

Me calo então como em todos os outros anos, como todos os dias, esperando que agosto termine e que ele não fique escondido, pronto para desaguar em outros meses, como ele faz sempre.

Sorte de quem tem direito ao grito, eu tenho direito ao silêncio, por isso me calo.